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domingo, 4 de janeiro de 2015

Um "teaser"

Esse texto é uma pequena parte de outro bem maior que estou terminando de corrigir e complementar. Destaco aqui a parte que fala sobre o futebol no Brasil e como essa paixão é tratada pelos nossos dirigentes.

A letra "E" é referente aos títulos do texto.

Não pretendo continuar falando de política aqui, apenas crônicas cotidianas como foi durante todo ano de 2014. De toda forma, agradeço a visita.

Desejo a todos\as uma boa leitura e um ótimo 2015.


e) Países em desenvolvimento

Você talvez nunca tenha se perguntado os motivos da escolha das sedes da copa do mundo. Talvez também não tenha se dado conta dos motivos d´ela ter acontecido nos países em que aconteceram suas ultimas edições.

Vamos lá.

domingo, 23 de novembro de 2014

Pois bem

As últimas quatro semanas sem post são resultado de um final de semestre repleto de trabalhos acadêmicos que tem tomado toda energia deste quem vos fala. Alguns úteis, outros nem tanto. Faz parte do jogo.

Algumas matérias na universidade você estuda com gosto. Seja por conta do professor\a, seja por
O Grito, de Edvard Munch (1893). A cara da galera em fim de semestre
conta do assunto de seu interesse. Outras, você simplesmente se livra, seja por conta do professor\a ou por conta do desinteresse na matéria.

Ao longo dos anos na universidade consegui descobrir as minhas afinidades acadêmicas, bem como as minhas antipatias.

Prefiro história, ao invés de antropologia. Prefiro Marx, ao invés de Webber. Prefiro português, ao invés de números. Prefiro redigir, a falar.

domingo, 12 de outubro de 2014

Deformidades, franksteins, seres mutantes

Em tempos de eleição algumas palavras tornam-se habituais aos nossos ouvidos como um modismo de época. “pontos percentuais”, “oscilação”, “mudança”, “fazer mais”, são algumas das junções silábicas que projetam expectativas ou simplesmente nos entediam devido ao tamanho ceticismo.

Negar os avanços obtidos nos últimos anos é irracionalizar o sentimento antipetista ao extremo,
A cara da classe média no Brasil
transformando-o em algo próximo de uma patologia ou desvio psicológico. Por outro lado, é nítido um processo de esgotamento que parece se aproximar do seu auge, colocando em cheque o rumo a ser seguido.

Acontece que, mesmo superando questões que eram entrave para a cidadania comum dos brasileiros (fome, consumo, desemprego) outras peças inerentes de um jogo democrático parecem bastante desgastadas (democracia participativa, campanhas milionárias). As nossas fórmulas parecem não ter acompanhado as mudanças terrivelmente velozes dos tempos. Já não basta mais comer, é óbvio, agora a fome é dos smartphones grandões, dos carros transados, dos serviços públicos sem morosidade e sem burocracia.

Que bom que seja assim.

domingo, 15 de junho de 2014

Um breve retorno a um tempo passado

A paixão pela organização fez parte da minha vida desde muito garoto. Entender a sociedade, sua organização, suas forças contraditórias sempre foi o meu barato.

Ao longo do tempo as coisas simplesmente foram se desvendado como que num toque de mágica. É claro que não era mágica num sentimento mítico, mas sim no seu sentido mais material, de como apreendemos o mundo.

D´uns tempos pra cá, não apenas por vontade, que de fato existe, fui me afastando das atividades político partidárias, as quais, me dediquei nos últimos -quase- dez anos.

Força das circunstâncias? Talvez.

Prefiro achar que foram as circunstâncias da força.

No ultimo mês, a juventude do PT resolveu que iria organizar uma chapa para as eleições do DCE da UFSC. Participei, timidamente, de algumas das discussões que levaram a composição do grupo.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Kalashnikov e a representação do brilhante improviso dos soviéticos

Ok. Eu sei. Fiquei muitos meses sem postar neste blog. Estive sem energia criativa nos últimos não sei quantos meses, confesso. Confesso-me culpado e ponto, sem nada mais a acrescentar sobre isso. Mas continuei as leituras e isso é um bom sinal. Sinal de que a chama não esteve apagada por inteiro e que dessa caixinha\blog ainda pode sair muitas coisas legais.

Pois bem, hoje eu vou escrever sobre este fantástico instrumento de combate construído pelos soviéticos na década de 40 para dar maior mobilidade de ação e precisão nas missões terrestres. A tal ak-47, vulgo kalashnikov.

Lá vai.

Ontem, 23, morreu um velhinho muito simpático na República de Udmurtia (cidade de Izhevsk - Russia) aos seus longevos 94 anos de idade.

Ah, ta! E daí?

Daí, caro leitor/a que este sinhozinho se chama  Михаил Тимофеевич Калашников ou Mikhail Timofeevich Kalashnikov ou simplesmente kalashnikov. Esse cara inventou uma das armas mais utilizadas no mundo inteiro em diferentes tipos de combate.

Ta, legal. Mas o que ela tem de tão especial diante das outras?

Aí que está a questão amiguinho\a. primeiramente ela é o que se pode chamar do exercício mais simplório e pobre do materialismo e as suas necessidades objetivas. O Mikhail, mik para os íntimos, percebeu a freqüente reclamação da tropa com as suas armas, foi até a oficina e saiu de lá com um protótipo que foi rejeitado pelo exército, uma tal de “ak-46”. Segundamente (perdoem o neologismo) que o que viria a ser a tal kalashnikov é de tão fácil manuseio que foi adotada por exércitos regulares e não regulares no mundo inteiro, seja em combates de guerra civil, seja em combates contra invasores estrangeiros.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Algumas lições de junho e o Partido dos Trabalhadores

Este post é uma breve análise do camarada wanderson pimenta, ex-coordenador geral do dce-ufba e atualmente membro da executiva da jpt bahia, sobre as manifestações de junho aqui no brasil. no momento em que a militância, os cientistas sociais se esforçam para entender o fenômeno junho, que tem pego de calças curtas até os melhores formuladores da política nacional, wanderson se debruça sobre a crise de direção política experimentada pelo desgaste de uma geração que chegou ao poder.

enquanto alguns preferem a tese da desqualificação da "desorganização" das ruas, classificando-o como um capricho da classe média, o autor do texto propõe uma autocritica de um modelo de organização esgotado e que apenas será capaz de dar respostas atualizando a sua agenda.

boa leitura a todos.

Wanderson Pimenta*

Tivemos a oportunidade de acompanhar as maiores mobilizações dos últimos vinte anos. Desta vez, não estava em jogo os destinos institucionais da República, como no “Fora Collor” ou nas “Diretas Já”. Foram atropelados todos aqueles que imaginavam com certo de ar superioridade que havíamos atingido um status de bem estar social incompatível com grandes insatisfações. Enfim, se éramos um “País de classe média”, se estávamos todos absorvidos por um pacto de conciliação entre as classes e se o governo de composição
conseguia minimamente apresentar respostas a problemas seculares, como a redução da miséria, a partir do incremento das políticas de inclusão, qualquer previsão sobre algum tipo de convulsão social seria considerada loucura pelos céticos de plantão. Acontece que, nem sempre, as cartomantes a serviço da institucionalidade estão conectadas com o dia-a-dia das ruas. De tão acostumados ao ar condicionado das repartições, não conseguem mais se misturar aos novos ares das  manifestações sem se resfriarem.

Assim, seria difícil imaginar que essa esquerda dispusesse de alguma condição para interpretar ou apresentar respostas às grandes mobilizações de junho. Atônitos, vendo pela televisão ou pela internet centenas de milhares de pessoas nas ruas de diversas cidades, não conseguiam acreditar no que viam. Os fatos que já desmentiam o triunfalismo medíocre há alguns anos, desta vez, sepultaram a tese do bem estar perpétuo propagada pelos tribunos da esquerda adepta “das leis e da ordem”. Entendemos com pesar, sob pena de do cometimento de equívocos, mas com a sobriedade da análise do momento, que a geração que fundou o Partido dos Trabalhadores, dirigiu o mesmo durante as grandes manifestações dos anos 80, criou a CUT, elegeu e reelegeu Lula, levou Dilma à presidência e, ainda mantém o PT sob férreo controle, foi completamente superada. Incapazes de abandonar as suas posições que, reconhecemos, foram duramente conquistadas, estão tão amarradas a elas que já não se diferenciam.  Entrincheirados, já não se dispõem a qualquer tipo de revisão, retificação ou autocrítica. Como aqueles que se afogam, estão dispostos a arrastar com eles não apenas o salva-vidas, mas também o bote. De tanto nadarem a favor da correnteza, não conseguem visualizar o abismo adiante.  De timoneiros, passaram a proprietários do navio.

sábado, 29 de junho de 2013

Breve balanço das manifestações no Brasil.

As manifestações contra o aumento das passagens em diversos municípios do território nacional demonstram muito mais que uma insatisfação contra um serviço mal prestado à população. Aliás, falar de transporte público no Brasil é sinônimo de péssima qualidade na maioria dos casos. Os grandes centros
urbanos contam com frotas irregulares, cheias, lentas e ainda obrigam os trabalhadores a deixar uma grande parcela dos seus recebimentos mensais nas mãos dos empresários.

Pesquisas apontam que o gasto com transporte chega a ser o segundo ou terceiro maior gasto para uma família trabalhadora.

O desrespeito ao cidadão é grande. Algumas capitais chegam ao limite do absurdo, com um transporte que simplesmente não funciona, como é o caso da Aracaju, salvador, recife e Brasília. Isso pra ficar em algumas metrópoles.

sábado, 6 de abril de 2013

Importante vitória

Não é que deu certo mesmo?! A moçada do Rio Grande (tchê) do Sul conseguiu através do ministério
público barrar mais um aumento de passagem na capital. Fruto de uma intensa articulação entre o movimento estudantil, movimentos populares e redes socais as massas ganharam as ruas de forma crescente e deram uma paulada no usura dos empresários.

O direito de ir e vir da população é afrontado cotidianamente quando somos forçados a contribuir com as finanças dessa verdadeira máfia que são os donos das empresas. Os mecanismos de captura do dinheiro do trabalhador são cada vez mais sofisticados e cruéis. O exemplo disso é a expansão quase que em todo o território nacional da bilhetagem eletrônica e, por vezes a obrigatoriedade do pagamento antecipado.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Diretoria de Direitos humanos da UNE sobre o aniversário do golpe militar.


Nesta segunda-feira (1º de abril) completaram-se 49 anos desde que um grupo de militares, em conluio com serviços secretos estrangeiros, e civis das classes abastadas orquestraram e executaram um golpe contra a democracia e o povo brasileiro. Foram longos 21 anos de um regime de exceção que assediou, torturou e matou opositores políticos e qualquer pessoa que ousasse divergir daquele horror.

Muitas vidas foram ceifadas durante aquele período, sendo que, algumas delas continuam sem a devida
explicação e elucidação dos fatos decorrentes, decorrente dessa mancha cinzenta que marca os anos de chumbo no Brasil. Muito há que se revelar para além, inclusive, dos casos mais famosos que de uma forma ou de outra recebem algum tipo de atenção nos veículos tradicionais de comunicação.

A tarefa de apurar e esclarecer os absurdos cometidos durante a ditadura esta nas mãos da comissão nacional da verdade, que essa semana recebeu duras críticas de um punhado de fascistas antiquados incapazes de conviver em um regime livre. Esses mesmos senhores, que se reúnem anualmente para comemorar o golpe de 64 e esculacham a dignidade da sociedade brasileira. Comemoram também a morte de opositores, a tortura de jovens, homens e mulheres cheios de vida e sonhos que foram sumariamente abortados em nome de um macarthismo chinfrim e sem nenhuma consistência.