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domingo, 23 de novembro de 2014

Pois bem

As últimas quatro semanas sem post são resultado de um final de semestre repleto de trabalhos acadêmicos que tem tomado toda energia deste quem vos fala. Alguns úteis, outros nem tanto. Faz parte do jogo.

Algumas matérias na universidade você estuda com gosto. Seja por conta do professor\a, seja por
O Grito, de Edvard Munch (1893). A cara da galera em fim de semestre
conta do assunto de seu interesse. Outras, você simplesmente se livra, seja por conta do professor\a ou por conta do desinteresse na matéria.

Ao longo dos anos na universidade consegui descobrir as minhas afinidades acadêmicas, bem como as minhas antipatias.

Prefiro história, ao invés de antropologia. Prefiro Marx, ao invés de Webber. Prefiro português, ao invés de números. Prefiro redigir, a falar.

domingo, 6 de abril de 2014

asking the question time and again

Os profissionais marqueteiros são figuras que carregam consigo uma enorme capacidade de mostrar a coisa sob um aspecto mais palatável.

Explorar o que há de melhor, mudar os rumos de uma história dando um leve contorno diferenciado, são algumas das maestrias desse gênero.

A sétima arte tem os melhores e mais caros profissionais.

A política também. Aliás, os comitês centrais, além de talentosos quadros dirigentes e de meia dúzia de burocratas, tem assento reservado para esse tipo.

É realmente impressionante como a técnica se aprimora e se torna algo tão complexo e eficaz nas mãos certas.

Os caras estudam o tipo de película, o tipo de tom, de volume, a posição dos objetos etc. coisas que somente parando pra rever a cena, de preferência com um\a especialista ao lado pra você sacar.

Mas não quero resumir isso apenas as telonas, ou mesmo às telinhas.

A blitzkrieg da imagem
Aliás, o pedantismo da imagem diante das outras relações sensoriais é terrível.

Tema pRuma próSSima veIS.

Mas, a própria história que nos é contada na escola necessitou de marketing. Ou você ainda bota fé no grito às margens do Ipiranga tal qual como esta lá eternizado no museu?

E Jesus cristo e Maria madalena?

Tá, sem polêmicas com as questões da fé. Cada um na sua.

domingo, 30 de março de 2014

Projetos e desejos

Na verdade é bem difícil saber qual a diferença entre essas duas coisas.

Sei lá, um seria estratégia e o outro a tática?

Não sei.

Te digo que eu tenho uns pezinhos atrás com aquelas pessoas que dizem ter a vida projetada desde o ano de sei lá quando.
saturno devorando um dos seus filhos, de goya - 1819. um grande desejo.

Nascer\crescer\estudar\trabalhar etc etc etc.

Por outro lado, é tão quanto estranho imaginar uma vida ao sabor do acaso. Por mais poético que isso possa parecer, não acho que seria legal.

Mas, qual seria a linha tênue entre uma coisa e outra?

Parece mesmo difícil imaginar uma definição mais concreta pra essa pergunta.

Projetar coisas é a ideia mais legal da vida. Às vezes consegue ser mais legal do que concretizar as coisas.

As fases de projeções vão e vem e o mais bacana, e também mais difícil, é se enxergar projetando as coisas.