Em tempos de eleição algumas palavras tornam-se habituais
aos nossos ouvidos como um modismo de época. “pontos percentuais”, “oscilação”,
“mudança”, “fazer mais”, são algumas das junções silábicas que projetam
expectativas ou simplesmente nos entediam devido ao tamanho ceticismo.
Negar os avanços obtidos nos últimos anos é irracionalizar o
sentimento antipetista ao extremo,
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| A cara da classe média no Brasil |
Acontece que, mesmo superando questões que eram entrave para
a cidadania comum dos brasileiros (fome, consumo, desemprego) outras peças
inerentes de um jogo democrático parecem bastante desgastadas (democracia
participativa, campanhas milionárias). As nossas fórmulas parecem não ter
acompanhado as mudanças terrivelmente velozes dos tempos. Já não basta mais
comer, é óbvio, agora a fome é dos smartphones grandões, dos carros transados,
dos serviços públicos sem morosidade e sem burocracia.
Que bom que seja assim.

