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domingo, 5 de outubro de 2014

Enquanto as pilhas ainda funcionam

Esses dias tava vendo um canal de tevê de jornalismo e me deparei com um tema muito frequente, neste gênero, d´uns tempos pra cá. Um grupo, denominado Isil, ou Estado islâmico, comete assassinatos pela web como forma de retaliar as investidas militares do ocidente.

Não tenho prestado muita atenção em política nos últimos meses, mas aquilo me chamou muita atenção por conta dos especialistas no tema.
A imensa capacidade de representar um notícia "bem" dada.
Mais ainda, chamou atenção a forma como o canal apresentava a notícia, com dois ou três convidados.

Um dizia: “bárbaros”.

O outro: “coisas da idade média”.

E a jornalista, mediadora do debate, arrematava: “uma afronta ao mundo civilizado”.

Fiquei pensando com os meus botões: ... “cada um vê o que quer e como quer”.

Um grupo de radicais islâmicos se instalou em um pedaço que agrega dois ou três países e reivindicam o seu território por meio da força.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Quando as liberdades individuais são fundamentos relativos.

A repercussão das denuncias iniciadas pelo ex funcionário da agência de segurança norte-americana, nsa, Eduard Snowden, revelam ao mundo o patrulhamento político-econômico que o Estado norte-americano impõe a todos os países. As revelações dão conta de uma pequena parcela de uma engrenagem, certamente muito maior, que coloca em cheque os jargões democráticos os quais assentam os EUA.

Os serviços de espionagem nunca deixaram de existir, apenas se adaptaram ao novo período pós-guerra fria e servem aos interesses das multinacionais ianques, cooptando dados estratégicos em outros países com a
conivência das potências européias. Dessa forma, o apregoado “neo-liberalismo” não pode ser compreendido como um mecanismo de reestruturação do capitalismo quando o mais elementar abc desta corrente é simplesmente suprimida.

Para além das questões econômicas, as liberdades individuais estão postas em risco permanente, submetida aos interesses de empresas privadas os mesmo e Estados adversários que espionam qualquer um. Esse mundo das sombras, repleto de características de contos policiais, movimenta milhões do serviço de inteligência dos EUA. Os próprios cidadãos americanos são vigiados frequentemente sob a justificativa de combate ao terrorismo.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Diretoria de Direitos humanos da UNE sobre o aniversário do golpe militar.


Nesta segunda-feira (1º de abril) completaram-se 49 anos desde que um grupo de militares, em conluio com serviços secretos estrangeiros, e civis das classes abastadas orquestraram e executaram um golpe contra a democracia e o povo brasileiro. Foram longos 21 anos de um regime de exceção que assediou, torturou e matou opositores políticos e qualquer pessoa que ousasse divergir daquele horror.

Muitas vidas foram ceifadas durante aquele período, sendo que, algumas delas continuam sem a devida
explicação e elucidação dos fatos decorrentes, decorrente dessa mancha cinzenta que marca os anos de chumbo no Brasil. Muito há que se revelar para além, inclusive, dos casos mais famosos que de uma forma ou de outra recebem algum tipo de atenção nos veículos tradicionais de comunicação.

A tarefa de apurar e esclarecer os absurdos cometidos durante a ditadura esta nas mãos da comissão nacional da verdade, que essa semana recebeu duras críticas de um punhado de fascistas antiquados incapazes de conviver em um regime livre. Esses mesmos senhores, que se reúnem anualmente para comemorar o golpe de 64 e esculacham a dignidade da sociedade brasileira. Comemoram também a morte de opositores, a tortura de jovens, homens e mulheres cheios de vida e sonhos que foram sumariamente abortados em nome de um macarthismo chinfrim e sem nenhuma consistência.