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domingo, 12 de outubro de 2014

Deformidades, franksteins, seres mutantes

Em tempos de eleição algumas palavras tornam-se habituais aos nossos ouvidos como um modismo de época. “pontos percentuais”, “oscilação”, “mudança”, “fazer mais”, são algumas das junções silábicas que projetam expectativas ou simplesmente nos entediam devido ao tamanho ceticismo.

Negar os avanços obtidos nos últimos anos é irracionalizar o sentimento antipetista ao extremo,
A cara da classe média no Brasil
transformando-o em algo próximo de uma patologia ou desvio psicológico. Por outro lado, é nítido um processo de esgotamento que parece se aproximar do seu auge, colocando em cheque o rumo a ser seguido.

Acontece que, mesmo superando questões que eram entrave para a cidadania comum dos brasileiros (fome, consumo, desemprego) outras peças inerentes de um jogo democrático parecem bastante desgastadas (democracia participativa, campanhas milionárias). As nossas fórmulas parecem não ter acompanhado as mudanças terrivelmente velozes dos tempos. Já não basta mais comer, é óbvio, agora a fome é dos smartphones grandões, dos carros transados, dos serviços públicos sem morosidade e sem burocracia.

Que bom que seja assim.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Quando as liberdades individuais são fundamentos relativos.

A repercussão das denuncias iniciadas pelo ex funcionário da agência de segurança norte-americana, nsa, Eduard Snowden, revelam ao mundo o patrulhamento político-econômico que o Estado norte-americano impõe a todos os países. As revelações dão conta de uma pequena parcela de uma engrenagem, certamente muito maior, que coloca em cheque os jargões democráticos os quais assentam os EUA.

Os serviços de espionagem nunca deixaram de existir, apenas se adaptaram ao novo período pós-guerra fria e servem aos interesses das multinacionais ianques, cooptando dados estratégicos em outros países com a
conivência das potências européias. Dessa forma, o apregoado “neo-liberalismo” não pode ser compreendido como um mecanismo de reestruturação do capitalismo quando o mais elementar abc desta corrente é simplesmente suprimida.

Para além das questões econômicas, as liberdades individuais estão postas em risco permanente, submetida aos interesses de empresas privadas os mesmo e Estados adversários que espionam qualquer um. Esse mundo das sombras, repleto de características de contos policiais, movimenta milhões do serviço de inteligência dos EUA. Os próprios cidadãos americanos são vigiados frequentemente sob a justificativa de combate ao terrorismo.

sábado, 29 de junho de 2013

Breve balanço das manifestações no Brasil.

As manifestações contra o aumento das passagens em diversos municípios do território nacional demonstram muito mais que uma insatisfação contra um serviço mal prestado à população. Aliás, falar de transporte público no Brasil é sinônimo de péssima qualidade na maioria dos casos. Os grandes centros
urbanos contam com frotas irregulares, cheias, lentas e ainda obrigam os trabalhadores a deixar uma grande parcela dos seus recebimentos mensais nas mãos dos empresários.

Pesquisas apontam que o gasto com transporte chega a ser o segundo ou terceiro maior gasto para uma família trabalhadora.

O desrespeito ao cidadão é grande. Algumas capitais chegam ao limite do absurdo, com um transporte que simplesmente não funciona, como é o caso da Aracaju, salvador, recife e Brasília. Isso pra ficar em algumas metrópoles.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Diretoria de Direitos humanos da UNE sobre o aniversário do golpe militar.


Nesta segunda-feira (1º de abril) completaram-se 49 anos desde que um grupo de militares, em conluio com serviços secretos estrangeiros, e civis das classes abastadas orquestraram e executaram um golpe contra a democracia e o povo brasileiro. Foram longos 21 anos de um regime de exceção que assediou, torturou e matou opositores políticos e qualquer pessoa que ousasse divergir daquele horror.

Muitas vidas foram ceifadas durante aquele período, sendo que, algumas delas continuam sem a devida
explicação e elucidação dos fatos decorrentes, decorrente dessa mancha cinzenta que marca os anos de chumbo no Brasil. Muito há que se revelar para além, inclusive, dos casos mais famosos que de uma forma ou de outra recebem algum tipo de atenção nos veículos tradicionais de comunicação.

A tarefa de apurar e esclarecer os absurdos cometidos durante a ditadura esta nas mãos da comissão nacional da verdade, que essa semana recebeu duras críticas de um punhado de fascistas antiquados incapazes de conviver em um regime livre. Esses mesmos senhores, que se reúnem anualmente para comemorar o golpe de 64 e esculacham a dignidade da sociedade brasileira. Comemoram também a morte de opositores, a tortura de jovens, homens e mulheres cheios de vida e sonhos que foram sumariamente abortados em nome de um macarthismo chinfrim e sem nenhuma consistência.