domingo, 14 de dezembro de 2014

O calor e a casinha

Esse é um dos períodos do ano que mais me incomodam fisicamente. Suor, mal estar, cansaço excessivo, falta de apetite etc etc etc. O sol do verão produz uma das piores sensações que eu sinto.

Sem falar nas pessoas.

Só eu acho que as pessoas ficam loucas no verão?

As praias, os bares, as ruas, tudo fica demasiadamente cheio.

Não lembro exatamente quando foi que me dei conta disso, mas acho que sempre foi assim.

(*)

Um dos bairros que foram mais presentes na minha infância foi a Liberdade, em salvador.  O maior
bairro da cidade. Meu pai e meus tios nasceram e se criaram por lá, e minha vó morou lá até os meus 10 anos de idade.

A casa dela ficava na principal rua do bairro. Uma sacada enorme (depois de adulto não me pareceu tão grande assim) mostrava todo o agito de um grande centro urbano. Foi ali que, pela primeira vez, presenciei um assalto. Um cara puxou a bolsa de uma moça e correu ladeira abaixo. Por um momento o mundo ficou esquisito. Depois passou.

domingo, 23 de novembro de 2014

Pois bem

As últimas quatro semanas sem post são resultado de um final de semestre repleto de trabalhos acadêmicos que tem tomado toda energia deste quem vos fala. Alguns úteis, outros nem tanto. Faz parte do jogo.

Algumas matérias na universidade você estuda com gosto. Seja por conta do professor\a, seja por
O Grito, de Edvard Munch (1893). A cara da galera em fim de semestre
conta do assunto de seu interesse. Outras, você simplesmente se livra, seja por conta do professor\a ou por conta do desinteresse na matéria.

Ao longo dos anos na universidade consegui descobrir as minhas afinidades acadêmicas, bem como as minhas antipatias.

Prefiro história, ao invés de antropologia. Prefiro Marx, ao invés de Webber. Prefiro português, ao invés de números. Prefiro redigir, a falar.

domingo, 19 de outubro de 2014

E um pouco de tudo

Prestar atenção em coisas novas nem sempre é tarefa das mais fáceis de acontecer. Mas também, na velocidade cada vez mais assustadora desses tempos é até compreensível.

Aliás, seria melhor ter dito que; simplesmente prestar atenção nos dias atuais não tem sido coisa fácil.

Em tempos de WWW então...

Estamos muito preocupados com as competições, com o destaque e brilho, mesmo que o preço seja o menos nobre possível.

Até os jogos com objetivos coletivos passam a ser reinventados de maneira individual.

As peças de xadrez movem-se não em um sentido de dar um xeque-mate no rei adversário, apenas, mas também no teu próprio rei.

Abrir o olho e tentar se manter longe nem sempre é possível. Mas, nesse tipo de terreno é sempre bom tentar. Sem paranoias, nem confusões.


domingo, 12 de outubro de 2014

Deformidades, franksteins, seres mutantes

Em tempos de eleição algumas palavras tornam-se habituais aos nossos ouvidos como um modismo de época. “pontos percentuais”, “oscilação”, “mudança”, “fazer mais”, são algumas das junções silábicas que projetam expectativas ou simplesmente nos entediam devido ao tamanho ceticismo.

Negar os avanços obtidos nos últimos anos é irracionalizar o sentimento antipetista ao extremo,
A cara da classe média no Brasil
transformando-o em algo próximo de uma patologia ou desvio psicológico. Por outro lado, é nítido um processo de esgotamento que parece se aproximar do seu auge, colocando em cheque o rumo a ser seguido.

Acontece que, mesmo superando questões que eram entrave para a cidadania comum dos brasileiros (fome, consumo, desemprego) outras peças inerentes de um jogo democrático parecem bastante desgastadas (democracia participativa, campanhas milionárias). As nossas fórmulas parecem não ter acompanhado as mudanças terrivelmente velozes dos tempos. Já não basta mais comer, é óbvio, agora a fome é dos smartphones grandões, dos carros transados, dos serviços públicos sem morosidade e sem burocracia.

Que bom que seja assim.

domingo, 5 de outubro de 2014

Enquanto as pilhas ainda funcionam

Esses dias tava vendo um canal de tevê de jornalismo e me deparei com um tema muito frequente, neste gênero, d´uns tempos pra cá. Um grupo, denominado Isil, ou Estado islâmico, comete assassinatos pela web como forma de retaliar as investidas militares do ocidente.

Não tenho prestado muita atenção em política nos últimos meses, mas aquilo me chamou muita atenção por conta dos especialistas no tema.
A imensa capacidade de representar um notícia "bem" dada.
Mais ainda, chamou atenção a forma como o canal apresentava a notícia, com dois ou três convidados.

Um dizia: “bárbaros”.

O outro: “coisas da idade média”.

E a jornalista, mediadora do debate, arrematava: “uma afronta ao mundo civilizado”.

Fiquei pensando com os meus botões: ... “cada um vê o que quer e como quer”.

Um grupo de radicais islâmicos se instalou em um pedaço que agrega dois ou três países e reivindicam o seu território por meio da força.