sábado, 26 de abril de 2025
retomando: e por falar em greve de fome...
em tempos de greve de fome, apenas uma figura me veio à mente: bobby sands, o mártir combatente e um dos fundadores do ira (o exército republicano irlandês). bob foi eleito dentro da cadeia e veio a falecer devido à greve de fome que bravamente seguiu contra o imperialismo britânico e seus colaboradores da irlanda do norte.
domingo, 12 de maio de 2019
Meu pai
Dizem que Che Guevara sofria de asma desde os 10 anos de idade e que isso foi um fator determinante para que a sua família mudasse de cidade. Aliás, Che foi preso na Bolívia quando em uma batalha corria e teve uma crise asmática.
Caído no pé de uma árvore disse para um soldado do regime:
- Pare! Sou Che Guevara, valho muito mais vivo do que morto.
Nunca se sabe exatamente os motivos de mudanças de lares. Eles são vários, mas certamente que isso mexe profundamente com uma criança.
Pais tem um papel fundamental na vida das crianças, seja para o bem ou para mal. O meu é de um tipo absolutamente comum e especial. Alguns dos seus trejeitos são absolutamente marcantes, como a forma de dormir, deitar, andar, pegar as coisas, falar etc.
Caído no pé de uma árvore disse para um soldado do regime:
- Pare! Sou Che Guevara, valho muito mais vivo do que morto.
(*)
Nunca se sabe exatamente os motivos de mudanças de lares. Eles são vários, mas certamente que isso mexe profundamente com uma criança.
(*)
Pais tem um papel fundamental na vida das crianças, seja para o bem ou para mal. O meu é de um tipo absolutamente comum e especial. Alguns dos seus trejeitos são absolutamente marcantes, como a forma de dormir, deitar, andar, pegar as coisas, falar etc.
domingo, 4 de novembro de 2018
Everything will turn fine. Everything will turn great
Ser adulto é provavelmente uma das sensações mais
contraditórias da vida humana.
Explico.
A construção do nosso modo de pensar funciona de maneira a
imaginar que as coisas se desenvolvem de maneira linear.
Aliás, ledo engano. Erro grave.
Quando se é criança e\ou adolescente, a gente imagina que os
erros e bobagens que a gente usualmente costuma cometer, serão simplesmente
substituídos por decisões mais precisas e racionais.
Maturidade... Ou o que julgamos ser ela...
Não é verdade.
Cometer erros, ou ações que julgamos equivocadas, repetidas
vezes, torna-se um contínuo processo pedagógico que quase sempre parecem
retornar a sua rotina, como algo novo.
Talvez essa seja uma das poucas permanências.
Sei lá... talvez o nosso cérebro fixe uma ideia, quase
sempre equivocada, como nos roteiros e filmes onde as coisas simplesmente vão
se encaixando ao longo do desenvolvimento do roteiro.
domingo, 4 de fevereiro de 2018
Boas histórias
Devo ser a pessoa mais desatenta que existe. Às vezes,
quando me dou conta que algumas coisas passaram desapercebidas, simplesmente
não consigo achar maiores explicações.
Tentar ser mais atento não é um esforço dos mais fáceis. É
que na verdade, sem motivo aparente, algumas coisas parecem chamar mais atenção
do que outras, mesmo que aquilo que tenha passado batido tenha valor.
Minha vó (Dona Lindaura), já contou algumas dezenas de vezes as mais variadas histórias familiares. Algumas delas ficaram fixadas na minha cabeça, seja por
completo ou aos pedaços.
A tradição da oralidade e a transmissão de todo tipo de experiência entre os mais velhos e os mais
jovens parece não ter a mesma importância em famílias de
meios urbanos. Acho que as pessoas que vivem nas capitais tem uma relação de
apreensão um tanto quanto distinta das famílias que são do interior. Ao menos é o que parece.
Sei lá, é que a convivência tem se tornado tão mecânica que
apreender as singularidades de quem nos cerca parece ser tarefa das mais
difíceis.
domingo, 28 de janeiro de 2018
Diferenças
Havia uma diferença de uma de uma década entre nós.
A princípio ele veio pra tomar um lugar que sempre foi meu, por mais estúpida que essa afirmação possa parecer.
O peso do tempo talvez ajude a explicar uma porção de coisas sobre como enxergar o mundo e as suas loucas relações.
É que na verdade, os mais velhos sempre acham que sabem de todas as coisas que estão acontecendo. Às vezes até sabem, mas se comportar como se sempre soubessem não parece ser das coisas mais espertas.
Olhando racionalmente pra trás, ele sempre teve mais qualidades que eu. A começar pelo ser humano que ele era.
domingo, 21 de janeiro de 2018
Um pedaço da adolescência se foi
Dolores era dona de uma voz e uma capacidade de transmitir
os sentimentos como poucos artistas que conheci. Pouca gente é capaz de
transportar o receptor para os seus lugares de origem fazendo-lhe sentir as
características daquele local. Os The Cranberries, sem dúvidas, era uma dessas
bandas capazes de fazer sentir um tipo de sentimento universal, ainda que
apreendidos por pessoas distintas.
A sua doçura, o seu jeito meio desengonçado de dançar, os
seus traços faciais, as suas expressões etc., fizeram dela uma das figuras mais
icônicas para uma geração inteira.
A cultura pop tem dessas coisas. Ela é capaz de falar pelo
todo, de expressar o sentimento geral que aquele evento ou celebridade
construiu.
Esse, talvez, seja um dos grandes encantos da vida, quando
encontramos pessoas que também foram tocadas por um sentimento comum à época.
O meu contato com essa voz marcante foi, provavelmente,
igual ao de milhares de outras pessoas mundo à fora. Suas músicas e,
especialmente, o tom adocicado da sua voz, parecia grudar nos meus sensores
de modo difícil descolar-se dela. A vontade de ouvir mais e mais se tornou
muito presente ao longo dos anos, de modo que as suas canções fizessem parte
dos diferentes momentos da vida.
domingo, 24 de dezembro de 2017
Não é apenas futebol
Durante algum tempo virou lugar comum desqualificar o
futebol como se fosse apenas 22 homens correndo atrás de uma bola. O
preconceito diante do esporte está diretamente associado a paixão que ele é
capaz de despertar nas massas proletárias nos mais impensáveis espaços desta
redoma chamada planeta terra.
Muita coisa mudou. Mesmo os setores dominantes e
conservadores passaram a disputar o futebol (sua representação) como um
mecanismo que está além das quatro linhas, seja nos gramados sintéticos, seja na
várzea. A prova disso são as modernas arenas que enxotaram aqueles que nunca
tiveram tanta grana pra pagar 30, 50,100... reais em um ingresso. Os novos
estádios, visivelmente, são sinônimos da gentrificação que claramente as
grandes empreiteiras e os seus dirigentes políticos optaram por dispor.
Mas o futebol pulsa e mesmo contra todos os prognósticos e
todas as circunstâncias, parece responder contra a sua tentativa de domesticação
gourmet. As arenas, que no primeiro momento eram símbolos de modernidade e
futuro, são obrigadas a se adequar a públicos com menor poder aquisitivo. E o
melhor, obrigados a aceitar as diferentes formas de torcer.
domingo, 17 de dezembro de 2017
Mudanças permanentes
Eu costumava ser uma criança bastante chorona e dependente.
Até o final da minha infância e entrada na problemática fase adolescente, os
ambientes, estritamente não familiares, costumavam causar um grande pavor.
As mudanças quase sempre impactavam de maneira insuportável
a minha forma de lidar com o mundo. Lembro claramente que todos o primeiros
dias de aula eram movidos a choro. A mudança de professor, de sala, de
coleguinhas, eram tão assustadoras que a única forma de expressão eram as
lágrimas.
Mas o chororô durou até a primeira série do primário (hoje em dia acho que se chama primeira série do fundamental). Aquela
deve ter sido a primeira vez que engoli o choro. Os olhos cheios de lágrima,
muitos soluços, mas me mantive firme até o fim do primeiro dia.
Felizmente ou infelizmente, as mudanças escolares foram uma
constante durante toda minha a vida. Desde sempre. Digo felizmente porque isso
me proporcionou enxergar uma diversidade de coisas que talvez não pudesse
enxergar, caso continuasse numa única escola. Infelizmente, pois, criar laços e
amizades desde o tempo da escola sempre foi mais difícil.
As mudanças foram realmente muitas. Uma das mais importantes
foi a ida para o colégio militar de salvador, situado no bairro Dendezeiros.
Como foi difícil ser novato ali... (!)
domingo, 15 de outubro de 2017
Meus heróis NÃO morreram de overdose.
Dizem que Roger Waters é um músico bastante detalhista e
cuidadoso com as suas produções artísticas. Não é pra menos. Na opinião deste
quem vos escreve, ele é simplesmente o maior músico que já pisou nessa redoma
achatada.
Por falar em achatada, os tempos loucos em que vivemos fez
ressurgir uma teoria (?!) de que a terra é
plana. Pasmem, em pleno século xxi! É
claro que essas coisas são restritas somente a internet. Mas é que atribuir a
internet um “somente” talvez não seja o advérbio mais adequado.
Ressignificar coisas é uma das capacidades humanas mais
incríveis e contraditórias. Mas pra evitar cair num pós-pós-pós, imagino que esse tipo de retorno (dos terraplanistas) nos séculos não é uma
simples reinterpretação das coisas. Trata-se de algo mais profundo, de um traço
de personalidade retrógrado e, pelo visto, bastante contagiante.
domingo, 17 de setembro de 2017
Ticket Ride
Um pouco de atenção
Um pouco de maldade
Um pouco foi desejo e irresponsabilidade
Um pouco solidão
Um pouco de tudo aconteceu
Um pouco de tudo...
Não que isso importe, mas eu precisava dizer...
É claro que ela chamou
a minha atenção desde a primeira vez que eu a vi. Tinha cabelos pretos longos,
olhos castanhos médios (mais pra escuros), traços fortes como a sua própria
personalidade.
Tom de voz altivo... e
quando estava brava ficava ainda mais linda. Não que eu goste de garotas
briguentas, mas ela conseguia ficar ainda mais linda.
Sotaque marcante...
Não lembro exatamente a
roupa, mas acho que vestia algo preto. Como ela ficava linda nessa cor.
Dentes grandes, bem
feitos, um sorriso capaz de iluminar a floresta mais inóspita dos filmes de
terror.
A minha condição de
forasteiro comprometido não permitiu que lhe admirasse mais. Sei lá, mecanismo
de defesa pra não fazer o que não se deve. De toda forma, o convívio e
conhece-la melhor, só a deixou mais linda.
domingo, 11 de outubro de 2015
Nem o óculos do John e nem o olhar do Paul
Creio que uma vida sem música deve ser parecido com um prato
de comida sem tempero, sem cor, sem conquista visual. Noutras palavras,
significa dizer que você come pra nutrir as células, mas o sentido se perde na
fria funcionalidade instintiva que necessitamos à sobrevivência.
![]() |
| Foto histórica. Linda, Paul e Gilmour. |
Pra alguém que nasceu na década de 80, e com irmãs mais
velhas, a música sempre esteve presente na minha vida. Naquele finzinho de década
havia grande euforia produzida elas rádios que produziam os sucessos do momento
e os de sempre.
Por algum motivo, talvez influencia de casa, o rock passou a
ser o meu estilo musical preferido diante dos demais. Não é intolerância com os
demais gêneros, é que, ao que parece, a minha atenção é bastante limitada. Até ouço
e gosto de outros estilos musicais, contudo, é rock´n roll que faz a minha
cabeça.
domingo, 4 de outubro de 2015
Os sinais estão no ar
![]() |
| Fibra óptica |
O netflix é sem dúvidas uma das maiores invenções da última
semana de todos os tempos da humanidade. Calma, explico. É que em tempos de
mudanças tão profundas e permanentes, mal da tempo d´a gente se habituar com as descobertas que facilitam e felicitam
o nosso dia a dia.
Há uns 15 anos atrás, um dos grandes baratos do gênero
televisivo foi à tevê a cabo e a possibilidade de viajar num mundo paralelo a
programação aberta. Ter um treco desses em casa era artigo de luxo. Os filmes e
os jogos esportivos, à parte (não existia o première) eram comprados pelo
telefone e custavam muito. Aliás, os programas esportivos variavam a partir da
operadora que fornecia o serviço.
domingo, 27 de setembro de 2015
Nostalgias e bandinhas
O ano de 2008 foi um ano em que a internet me apresentou uma
série de novas bandas que jamais havia tido a oportunidade de conhecer. Nessas
alturas, a internet já chegava a um relativo nível de popularização e os
programas que baixavam música (as mp3) eram a nova roda da humanidade
proporcionada pela rede. Se você se identificou com esse período histórico
certamente lembrará do “emule”, cuja identidade gráfica era, é claro, uma mula
marrom.
Noites a dentro aqueles balõezinhos ficavam enchendo
aumentando a nossa expectativa com uma música já conhecida, ou uma nova
banda\artista por conhecer. A sensação de alegria ao ver o balão verde indicava que o download estava terminado. Pronto, agora era só clicar e ouvir a tua
música. Ter muitas mp3 era um tipo de status nas redes sociais e
compartilha-las era um ato de solidariedade. Três, quatro, dez mil ou mais
músicas, faziam das nossas bibliotecas musicais um artigo de luxo e despendia
muito zelo e cuidado.
Neste cenário, fui apresentado a uma bandinha gaúcha a qual
imediatamente meu gosto musical se identificou. Chamava-se superguidis e o
emule foi a ponte entre as músicas e as minhas sensações sonoras.
domingo, 20 de setembro de 2015
Descrições
Ariano. Não que isso importe...
Baiano. Não que isso importe...
Blogueiro. Não que isso importe...
Sãopaulino. Não que isso importe...
De esquerda. Não que isso importe...
domingo, 13 de setembro de 2015
Prefiro cronicar
Não vou reclamar do noticiário por toda essa onda de
violência e destruição com o que tem nos inundado os seus jornais. Tampouco
vociferar contra a desumanidade impregnada em atos de hostilidades, involuntárias ou intencionais, que carregam parte significativa das relações
entre os seres humanos por aí.
Simplesmente acho que não cabe.
A imagem de um garotinho sírio encontrado afogado no mar
turco, de uma hora para outra, parece chamar a atenção para uma crise
humanitária que dura mais de cinco anos. É claro que a
imagem é chocante.
É claro que ela é ainda mais dolorosa por se tratar de uma criança. Contudo,
ela parece não remontar o real desespero vivido por milhares de outras crianças
e famílias que tentam sobreviver a um conflito que tem nome e sobrenome.Afinal de contas, aprendemos no século xx que a caricatura de uma vítima é o que causa impacto, os milhares e milhões são apenas estatísticas, né?
Na timeline uma
chuva de comparações desastrosas entre a morte do garoto, e o que ela
representa, com a morte causada pela violência do Estado e os seus aparatos
seletivos de repressão aqui no Brasil, e o que ela representa. Sobre isso, há muito
o que lamentar tamanha ignorância, diga-se. Me limito a dizer, ou lembrar que,
papai\mamãe, vovó\vovô, titio\titia nos ensinou, quando crianças, a evitar
discorrer sobre assuntos aos quais não temos domínio.
domingo, 1 de março de 2015
Ainda sobre aeroportos
Pensando ainda na questão anterior e o seu recente acesso
àquelas pessoas que jamais chegariam perto de um avião, mesmo pelas janelas dos
aeroportos, consigo lembrar de alguns dos quais tive oportunidade de entrar.
O de Salvador é grande, embora minhas últimas experiências
me tragam a memória de confusões
devido às obras para a copa do mundo. Uma parte funcionando, outra fechada, mas um bom aeroporto.
devido às obras para a copa do mundo. Uma parte funcionando, outra fechada, mas um bom aeroporto.
O de Guarulhos é enorme. A demora para desembarcar lá é chatíssima na maioria das vezes.
O de Congonhas é ótimo. Menor do que Guarulhos e você já desce
no centro de São Paulo. Mesmo assim ele é enorme.
O de Brasília é grande, mas as filas para checkin são
igualmente grandes. Depois do de Salvador, deve ser o aeroporto que eu mais
subi e desci na vida.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Olhe pra cima, mas olhe para os lados
Desde que me entendo por gente quase nunca tive medo de
voar. As vezes tenho a sensação de que viagens de avião e ônibus são tão parecidas que as pequenas turbulências se assemelham a buraqueira das estradas de
asfalto. Talvez têji no sangue, já que meu vô era piloto autodidata.
Já perdi as contas de quantas vezes viajei de avião. Isso é
algo muito importante pra quem viveu épocas em que aeroportos era coisa gente
muito chique, apenas frequentado pela alta sociedade.
Quando eu era bem moleque, lá pelos idos da década de 90,
passavam aviões em todas as direções, de um lado e do outro pelos céus de onde
eu costumava brincar. Às vezes, pareciam passar tão perto do chão que dava a
impressão que se chocariam com os prédios. Em outras, pareciam estar tão perto
que dava a impressão de que as janelas estavam abertas.
Contei essa história para o meu pai, um cara que viajou de
avião desde muito moço e para vários países da América Latina. Certa vez, disse-lhe
que tinha visto um avião tão baixo que vi as janelas abertas. Ele riu e me
contou que aquilo não poderia ter acontecido, pois, os aviões não podiam voar
de janelas abertas. Eu fiquei surpreso com aquilo, mas acho que ele entendeu
que era possível, de longe, ter a impressão de que as janelas do avião estavam
abertas.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Teimosia tem limites
A constituição e interpretação dos valores morais e éticos
produzem grande complexidade nas relações dos indivíduos em sociedade. O tal do
Webber, pra piorar (na realidade neste caso é pra
melhorar - coisa rara vinda deste senhor), diz que não se pode misturar as relações éticas em família, política e cultura.
melhorar - coisa rara vinda deste senhor), diz que não se pode misturar as relações éticas em família, política e cultura.
“Cada um na sua e assim a
vida segue”, diria o poeta.
Valores não são universais. Mas antes que você me chame de
relativista, perspetivista, multiculturalista etc, penso que um acordo médio,
tácito, da parte visível das nossas esferas de vida, precisa existir. A isso chama-se "bom senso".
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Maldito locutor
...."And all the prayers your hands can make
Oh i just take as much as you can throw"...
Robert Smith é um dos artistas mais talentosos da imensa safra de
músicos\bandas da saudosa década de 80. Figura marcante, de composições e
letras muito marcantes, foi redescoberto nos anos 2000 e, em certa medida,
bastante resignificado. A cena indie rock, ou simplesmente música alternativa,
conta com uma infinidade de produções que é preciso ser muito antenado pra
acompanhar o que surge de novo.
Eu descobri o the cure muito tempo depois do seu nascimento
lá nos 80´s. Ouvir o hit de “boys don´t cry” e simplesmente não se apaixonar
pelo som dos caras é, sem dúvidas, motivo para suspeitar do gosto musical de
alguém.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Linhas de montagem
Muita gente me pergunta qual é o meu processo de montagem em
um texto. Geralmente, digo a elas que eles fluem de forma, quase sempre, muito
natural até o ponto final. O manejo da escrita, até onde percebo, não é um
rito de reflexões que paira sobre a cognição e se traduz em linguagem. Ele
simplesmente é parte de algo objetivo que circunscreve-se na minha imaginação e
vai para o papel\tela.
Solte-o. Comigo funciona.
Solte-o. Comigo funciona.
Cada um tem a sua maneira de se dedicar ao que faz de
melhor. Não que eu ache que seja um bom escritor, mas, das coisas que eu julgo
saber fazer, acho essa uma das minhas habilidades mais bem definidas.
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