Toda roda de conversa nos diversos cantos do país é
incrementada pela piadinha do fim do mundo em dezembro. Daqui a alguns dias,
diga-se. Os planos futuros começam a levar em conta que o que pode ser feito deve
levar em conta que, ao encerrar-se a vida terrena, cessam-se também as demandas
cotidianas e consequentemente os seus problemas.
Imbróglios a parte e levando a sério o possível fim do mundo, não posso deixar de falar sobre o título
mundial, merecidamente conquistado, pelos gambás corintianos. Foi duro vê-los conquistar a América,
bem como foi amargo vê-los campeões mundiais. Jogaram para o gasto ao longo das
duas competições, tomando poucos gols e com uma estratégia quase militar de
marcação onde todos se entregavam e diminuíam os espaços do adversário.
O título do Corinthians remonta a velha polêmica entre
futebol arte - aquele vistoso, bem jogado e grandes lances, versus futebol “feio”
- bem dinâmico, com pouco espaço e muito objetivo. Eu discordo, em termos, da
tese de que existe uma filosofia desenvolvida para o futebol arte bem como uma
filosofia para o futebol “feio”. Acho apenas que os treinadores trabalham com a
mão-de-obra que tem e são extremamente sagazes em explorar o potencial dos
atletas que dispõe.




