Diego Rabelo*
Wanderson Pimenta**
Circularam informações nos diferentes portais da rede sobre a possibilidade da retomada de diálogo entre o governo colombiano e os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC - EP), principal agrupamento armado que combate na guerra civil colombiana. O acordo denominado “Acordo Geral para o Término do Conflito e para a Construção de uma Paz Estável e Duradoura” foi assinado em Havana no último dia 27 de agosto e o processo de negociação seria iniciado dentro de um mês e meio na cidade norueguesa de Oslo. Nesse sentido, cumpriu papel fundamental o Governo da República Bolivariana da Venezuela, por meio do seu presidente, Hugo Chávez.
O conflito colombiano eclodiu em 1948 a partir do assassinato do candidato liberal à presidência do país, Jorge Eliécer Gaitán. Desde então, a guerra desatada entre liberais e conservadores ganhou a cidade e o campo, originando grupos guerrilheiros e autodefesas paramilitares organizadas pelos latifundiários. A guerra na Colômbia ocorre sob os narizes dos vizinhos latinos americanos que hoje respiram ares de sentimentos progressistas com governos de esquerda e centro-esquerda nos principais países da região. Após as desastrosas tentativas de aniquilar a resistência da guerrilha, através do “Plano Colômbia”, com vultosos recursos militares e financeiros dos EUA, o governo colombiano acena com a possibilidade de paz.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
O “x” do desenvolvimento nacional.
Por Diego Rabelo*
A atualização dos números referentes à atividade econômica brasileira apontou um recuou de 0,13% em janeiro, o que fez com que o governo anunciasse a prorrogação da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) por mais três meses. Porém, o processo de desindustrialização provocado pela ‘dinamização’ do mercado mundial preocupa e foi pauta em diversos jornais, programas de debates, blogs alternativos, revistas especializadas e até em parte da grande imprensa. Medidas tímidas como a redução do IPI não são solução para uma economia que vislumbra ser uma das maiores do mundo (quinta) dentro de alguns anos, e que na verdade expõem a necessidade de uma estruturante reorientação na economia nacional.
O debate não é necessariamente novo, mas ganhou contornos de dramaticidade para trabalhadores e empresários brasileiros que temem perder mais espaço no mercado internacional (uns lucros, outros empregos). Diferentemente de outros tempos, a indústria joga cada vez menos um papel de importância na economia, o que leva este humilde blogueiro a se perguntar: sobre quais bases estão sustentadas a riqueza nacional? O espaço outrora ocupado pela indústria cede pouco a pouco às tentações do lucro fácil e improdutivo, componente básico da especulação financeira.
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